Viviane Batidão celebra pop amazônico em álbum de estreia
Viviane Batidão apresenta seu primeiro álbum de estúdio nesta terça-feira (28), às 21h, em todas as plataformas de música. O projeto reúne nove faixas, incluindo participações de Pocah, Priscilla Senna, Suanny Batidão e Japinha. Junto com o lançamento do disco, Viviane divulga também o clipe de “Mulher Gostosa”, parceria com Pocah, que será divulgado no dia seguinte, quarta-feira (29), às 12h.
O álbum marca não apenas um novo capítulo, mas uma nova era na trajetória da artista que, há mais de 25 anos, faz do pop amazônico o fio condutor de sua sonoridade. Apresentar esse estilo a novos públicos é, para Viviane, um compromisso com suas origens e com a diversidade da música brasileira.
O título “É Sal”, inclusive, faz referência a uma gíria popular paraense, usada para indicar o fim de algo e o recomeço de um novo ciclo, conceito que reflete o momento atual da artista.
“O álbum chega num momento de expansão da minha carreira e de muita visibilidade para a Amazônia. Com a COP 30 em Belém, o mundo está olhando pra nossa região, e eu quero que a música também faça parte dessa conversa. Esse trabalho é majoritariamente em tecnomelody, um som que representa de onde eu venho e o que eu acredito artisticamente”, afirma Viviane.
“MULHER GOSTOSA NÃO SOFRE”
Entre as inéditas, o destaque é “Mulher Gostosa”, com participação de Pocah. A canção tem uma letra provocante e bem-humorada, com trechos como “Tu já viu uma gostosa sofrer?” e “Mulher gostosa não sofre, faz sofrer”, reforçando o espírito de autoconfiança e empoderamento feminino presente em todo o álbum.
Gravado na comunidade Tavares Bastos, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o videoclipe será divulgado nesta quarta-feira (29), às 12h. Pocah destacou que o trabalho celebra a união de referências culturais e muita dança:
“O clipe de Mulher Gostosa tem a mistura do Rio com o Pará, além de uma coreografia marcante que te faz querer ficar assistindo e dançando junto! Provei açaí com carne pela primeira vez no clipe, e amei”, afirmou a cantora de Caxias.
A faixa marca um novo momento na carreira de Viviane Batidão, simbolizando o processo de nacionalização de sua música, que vem ganhando cada vez mais espaço fora do Norte do país, sem perder sua essência amazônica.
“É Sal” também traz colaborações com artistas de diferentes regiões e estilos, ampliando o diálogo musical de Viviane. Entre elas estão “Covarde” (feat. Suanny Batidão), uma parceria entre duas vozes paraenses sobre uma relação marcada pela entrega desigual; “Veneza” (feat. Priscilla Senna), que mistura romantismo e ritmo envolvente; e “Odiada e Lembrada” (feat. Japinha), com pegada de sofrência. Os três singles lançados previamente -“É Sal”, “Só no Pará” e “Covarde” -, ajudaram a pavimentar o caminho do álbum.
Em especial, “É Sal” apresentou ao público a força e a originalidade do rock doido. Já “Só no Pará”, um raga eletrônico com elementos do tecnomelody, traduz o orgulho de Viviane por suas raízes e celebra a identidade nortista, com referências à floresta e ao povo da região. “É um som leve e sensual ao mesmo tempo, com referências que remetem à floresta e ao nosso povo”, explicou a cantora na ocasião do lançamento.
ESSÊNCIA AMAZÔNICA
O lançamento do disco acontece em um momento especial da carreira de Viviane Batidão. A cantora se prepara para ser uma das embaixadoras de cultura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30.
Além disso, ela está confirmada como uma das atrações da edição latino-americana do Global Citizen, que será realizada no próximo sábado, 1º de novembro, no Estádio do Mangueirão, em Belém (PA).
Vale lembrar que a artista foi uma das convidadas dos Ensaios da Anitta no início deste ano e conquistou o Prêmio Multishow 2024, na categoria Brasil, em uma vitória decidida pelo público.