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Com asas de borboleta, look de Alane Dias no desfile da Grande Rio representa entidade de vertente amazônica da Umbanda

Formada por penas sintéticas e pedrarias, produção é livre de sofrimento animal

Em sua estreia no Carnaval do Rio de Janeiro, Alane Dias vai desfilar pela Grande Rio usando uma fantasia cheia de significado e representatividade paraense. Com asas de borboleta, a musa da agremiação retrata Jarina, uma das três princesas de origem turca que se tornaram entidades na Encantaria, vertente da Umbanda comum na Amazônia. Composto por um body com pedrarias formando flores, o look também exalta a cultura do carimbó – ritmo típico do Pará, que é a grande homenageada pela escola de samba de Duque de Caxias.

“Minha fantasia traz o misticismo e a leveza da princesa Jarina, que é associada a uma borboleta azul e está presente no samba-enredo. Além desse significado cultural, o look também tem um sentido muito pessoal, porque minha avó é representada na minha vida por uma borboleta desde antes de ela nos deixar. Então, é como se ela estivesse me acompanhando na avenida para realizar esse sonho juntas”, afirma.

À frente da ala que fala do carimbó, Alane explica como o figurino carrega características das roupas das dançarinas do ritmo. “O carimbó é uma dança muito marcante na vida de nós paraenses, e a estética das flores foi muito bem construída na produção, estando presente tanto no look quanto nos acessórios. E eu estarei com a minha flor vermelha e verde, que venho usando nos ensaios como um amuleto.”

Assim como nos ensaios, em que usou diversos looks criados com materiais reciclados, a artista vai desfilar na Sapucaí unindo moda e conscientização ambiental, já que seu look é composto por penas sintéticas. “Fiz questão que a fantasia não tivesse sofrimento animal. Acho muito importante pensarmos sobre isso, até mesmo em momentos de festa como o Carnaval”, completa.

Alane Dias estreia na folia carioca com a Grande Rio nesta terça-feira (4). A agremiação será a terceira a se apresentar no Sambódromo, com o tema “Pororocas parawaras: as águas dos meus encantos nas contas dos curimbós”.

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